quarta-feira, 4 de abril de 2012

E chega um ponto que eu não aguento mais,

não aguento a falsidade de todos os dias, pessoas se  aproximando com interesse, me sinto sufocada por ignorância, hipocrisia e ilusões, por pessoas que falam pelas costas e inventam coisas, cansei também da pressão, a pressão da perfeição, da pressão para ser a melhor amiga, melhor filha, melhor namorada e tudo mais. Estar sempre sendo cobrada por alguém e as cobranças por coisas que não consigo fazer, por exemplo, chegar a perfeição, parece que ninguém entende o meu lado, ninguém entende que chega a um ponto insuportável, que eu simplesmente não consigo mais aturar, mas sempre vem alguém falando que é drama. E sei lá, isso me deixa muito mais chateada, sentir que não tem ninguém ao meu lado, ninguém para não me julgar mesmo quando eu ferrar tudo, todos julgam até mesmo meus acertos. Sentir-me sozinha, iludida, magoada  e solitária, dói, e não é pouco, me sinto indignada por perceber que quando faço algo certo, ninguém valoriza. Já quando eu erro, sou totalmente culpada e parece que só veem os pontos negativos e meus defeitos. Me sinto odiada e culpada, e muitas vezes por coisas que não fiz. Cheguei ao ponto de gritar: “Ei pessoal, eu estou aqui!”, pois todos me ignoram, parece que sou invísivel. Mas eu só…só cansei. Uma hora todo mundo cansa de se doar e se doer, eu cansei de ser a garotinha jogada pelos cantos feito boneca de pano velho, sendo substituída por uma boneca que anda e fala ou até mesmo por aquele conjunto perfeito de maquiagem, cansei de ser como as bolinhas de gude sendo substituída por uma bola de futebol, ser uma TV substituída por um computador, ou até mesmo uma salada sendo substituída por um hambúrguer, ser a pula corda substituída por um vídeo-game, não é legal ser substituído por algo melhor, nem mesmo sendo coisas materiais, imagine ser uma pessoa que é substituída por qualquer coisa nova que aparece, pois é sociedade, uma hora tudo cansa. Existe uma cerca elétrica que me impede de atravessar para o lado do mundo real, toda vez que tento, levo um choque de realidade, pois então prefiro continuar vivendo no meu mundo de contos de fada, sendo a boneca de pano velho jogada no baú de coisas antigas, prefiro  continuar escrevendo no meu caderno surrado, e guardar meus segredos na minha caixinha pintada de aquarela, guardada a sete chaves, quem sabe um dia desses eu tome a pílula falante e saia por ai falando pelos cotovelos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário